Eu era um numa festa
Eu era livre, sem pressa
Eu era eu, unica peça
Era só eu
Foi quando a vi nessa festa
E comecei na conversa
Agora era eu e ela
Éramos dois
E foi o tempo passando
E nós dois nos amando
E tudo foi se juntando
Éramos um
E nossa vida corria
E só amor se fazia
Até que num belo dia
Éramos três
E tudo foi se acalmando
E pouca coisa mudando
Muita coisa esfriando
Éramos... três
E a distância chegava
E outra vida chamava
Ela se foi, magoada
Eu era novamente um
Era só eu numa festa
Era só eu numa casa
Era só eu, solitário
Tornei-me um nada.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
LAMÚRIAS E BRADOS DE UM POVO FORTE
Ai de mim, Mãe Africa
Que muito sofri
Eles me arrastaram
Pra longe de ti
Eu estava quieto, Mãe Africa
Vivendo feliz
Junto de meu povo
Não sei o que fiz
Me diz, Mãe Africa
Por que nós sofremos?
Um povo tão puro
Que mal nós fizemos?
Tiraram nossa terra
Nossa liberdade
Nossa abundância
Nossa felicidade
E dizem, Mãe Africa
Que nós não lutamos
Nós somos guerreiros
Nós somos humanos
Somos raça pura
Somos raça limpa
Temos muito orgulho
Da nossa melanina
Triunfaremos, Mãe África
E ainda teremos de volta
O que, sem pedir, tiraram de nós
E cantaremos nossa vitória
Triunfaremos, Mãe África
E pela eternidade
Seremos o povo mais feliz
Como ainda somos
Apesar das atrocidades
Viveremos, Mãe África
Como um povo limpo
Como um povo lindo
Como um povo sábio
Como sempre somos
E queremos, Mãe África
Que verdadeiramente
Apareçamos na história
Más desta vez, pela luta
E por nossos momentos de glória.
Que muito sofri
Eles me arrastaram
Pra longe de ti
Eu estava quieto, Mãe Africa
Vivendo feliz
Junto de meu povo
Não sei o que fiz
Me diz, Mãe Africa
Por que nós sofremos?
Um povo tão puro
Que mal nós fizemos?
Tiraram nossa terra
Nossa liberdade
Nossa abundância
Nossa felicidade
E dizem, Mãe Africa
Que nós não lutamos
Nós somos guerreiros
Nós somos humanos
Somos raça pura
Somos raça limpa
Temos muito orgulho
Da nossa melanina
Triunfaremos, Mãe África
E ainda teremos de volta
O que, sem pedir, tiraram de nós
E cantaremos nossa vitória
Triunfaremos, Mãe África
E pela eternidade
Seremos o povo mais feliz
Como ainda somos
Apesar das atrocidades
Viveremos, Mãe África
Como um povo limpo
Como um povo lindo
Como um povo sábio
Como sempre somos
E queremos, Mãe África
Que verdadeiramente
Apareçamos na história
Más desta vez, pela luta
E por nossos momentos de glória.
CARÊNCIA
É o que sinto quando estou só
E não tem ninguém pra me acalentar
Quando falo e ouço minha voz ecoar
Sem obter uma resposta
... Qualquer resposta
É o que sinto juntamente com a amargura
Essa dor que em mim perdura
E todo o meu ser perfura
Sem obter uma cura
... Qualquer cura
É o que sinto quando tenho coisas a dizer
E não tenho ouvinte a me contemplar
E tudo voa como o vento
E eu espero por um momento
... Qualquer momento
E assim é minha sobrevivência
Vou mantendo as aparências
Espero um dia encontrar alguém
Que me faça esquecer o que é
... Carência
E não tem ninguém pra me acalentar
Quando falo e ouço minha voz ecoar
Sem obter uma resposta
... Qualquer resposta
É o que sinto juntamente com a amargura
Essa dor que em mim perdura
E todo o meu ser perfura
Sem obter uma cura
... Qualquer cura
É o que sinto quando tenho coisas a dizer
E não tenho ouvinte a me contemplar
E tudo voa como o vento
E eu espero por um momento
... Qualquer momento
E assim é minha sobrevivência
Vou mantendo as aparências
Espero um dia encontrar alguém
Que me faça esquecer o que é
... Carência
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Armas, roupas, tecnologia, fogo... Essas são as ferramentas que o ser humano necessita para sobreviver, mixadas, claro, ao raciocínio, que é a fonte de criação de todas essas coisas. O homem, figura que mostra superioridade, poder, força para com os outros seres vivos, nada mais é, na realidade, do que o ser mais frágil que há.
Imagine nós, seres humanos, acostumados com as mordomias e facilidades tecnológicas, sem nossas vestimentas, sem a tecnologia, sem armas de fogo, sem nada que nos possa proteger. Ou seja, imagine os seres humanos vivendo dos mesmos recursos que qualquer outro animal existente. Certamente não duraríamos muito. Não temos presas, dentes afiados que nos ajude a caçar ou nos proteger. Não temos pêlos para nos proteger do frio. Não temos sistema imunológico forte para nos proteger das inúmeras doenças que existem e nos atingem. Se não fossem os remédios, não sobreviveríamos. Há outros fatores que mostram o quão somos inferiores e indefesos com relação aos outros animais. Até um simples verme consegue nos derrubar. Mas o poder de raciocínio nos beneficia para "nos virarmos" e vivermos em segurança.
Este único poder que temos, é o suficiente para criar, inovar, proporcionar um meio de sobrevivência adequado de acordo com nossas necessidades e limitações e nos diferenciar dos outros seres. Mas esse poder também é o suficiente para matar, destruir, poluir, acabar com os bens naturais e intelectuais de todos os seres vivos. Temos a capacidade de mudar e inovar, mas também temos a capacidade de destruir. Poderíamos fazer diferente e nos lembrarmos do quão somos insignificantes, e retribuir à natureza o bem que ela nos faz todos os dias das nossas vidas. Mas a ganância fala mais alto, e, aos poucos, o mundo vai se definhando.
Imagine nós, seres humanos, acostumados com as mordomias e facilidades tecnológicas, sem nossas vestimentas, sem a tecnologia, sem armas de fogo, sem nada que nos possa proteger. Ou seja, imagine os seres humanos vivendo dos mesmos recursos que qualquer outro animal existente. Certamente não duraríamos muito. Não temos presas, dentes afiados que nos ajude a caçar ou nos proteger. Não temos pêlos para nos proteger do frio. Não temos sistema imunológico forte para nos proteger das inúmeras doenças que existem e nos atingem. Se não fossem os remédios, não sobreviveríamos. Há outros fatores que mostram o quão somos inferiores e indefesos com relação aos outros animais. Até um simples verme consegue nos derrubar. Mas o poder de raciocínio nos beneficia para "nos virarmos" e vivermos em segurança.
Este único poder que temos, é o suficiente para criar, inovar, proporcionar um meio de sobrevivência adequado de acordo com nossas necessidades e limitações e nos diferenciar dos outros seres. Mas esse poder também é o suficiente para matar, destruir, poluir, acabar com os bens naturais e intelectuais de todos os seres vivos. Temos a capacidade de mudar e inovar, mas também temos a capacidade de destruir. Poderíamos fazer diferente e nos lembrarmos do quão somos insignificantes, e retribuir à natureza o bem que ela nos faz todos os dias das nossas vidas. Mas a ganância fala mais alto, e, aos poucos, o mundo vai se definhando.
sábado, 18 de setembro de 2010
POR QUÊ? -REFLEXÕES DE UM LOUCO PENSADOR
Um dia você nasce, outro você morre. É a lei da vida, pelo menos até chegar a "intervenção divina". Más... Como isso por enquanto não acontece, temos que vivê-la até que esta chegue ao fim.
Essa vida cheia de tribulações, problemas, dores de cabeça... Poxa vida, por que não me deixaram quieto dentro da bolsa escrotal? Más, fazer o que, não é? Meu "instinto de espermatozóide", ou "a força da natureza", seja lá como isso pode ser classificado, me forçou a ser o mais forte e fecundar o óvulo de minha mãe. E, pra piorar tudo, descobri que fui um acidente. Quer dizer, além de não ter pedido pra nascer, eu descobri que eu NÃO devia ter nascido! É uma coisa de louco, sinceramente. Agora cá estou eu, vivendo na era do Aquecimento Global, gripe suína, violência em cada esquina, corrupção em tudo quanto é lado... Daí eu pergundo: Isso é vida? ISSO É VIDA?
Pois eu respondo: NÃO! Claro que não. Más eu vou fazer o quê? Já que eu estou aqui, vou viver e aguentar essa loucura toda mesmo. Aliás, acho até que o termo "loucura" não é muito apropriado. Tem que ser algo mais... Vamos dizer assim... "Turbulento". É. Isso mesmo. Me sinto como num avião. Como uma pessoa que nunca andou de avião na vida e, quando tem a oportunidade de fazer isso pela primeira vez, fica apreensiva pensando na possibilidade de que a aeronave venha a cair, explodindo e transformando-a em micro pedacinhos carborizados.
A trajetória da vida nos traz muitos momentos de insegurança, assim como num passageiro de avião de primeira viagem. Você não sabe o que vai acontecer durante essa viagem. Bom, eu sei que da trajetória, ou "viagem" da vida, nós sairemos mortos mesmo, isso não tem jeito de reverter, e é isso que me deixa ainda mais revoltado. Se é pra sofrer, enfrentar filas no SUS, ter dores de cabeça com contas, ficar velho, doente e depois MORRER, pra que NASCER?
A nossa vida passa num piscar de olhos. Tem gente que não tem nem a oportunidade de piscar e já ta morto!
PRA QUÊ? PRA QUÊ?!
Ninguém sabe...
Fica aí a icógnita. Tantas perguntas sem respostas...
Um dia você nasce, outro você morre. É a lei da vida, pelo menos até chegar a "intervenção divina". Más... Como isso por enquanto não acontece, temos que vivê-la até que esta chegue ao fim.
Essa vida cheia de tribulações, problemas, dores de cabeça... Poxa vida, por que não me deixaram quieto dentro da bolsa escrotal? Más, fazer o que, não é? Meu "instinto de espermatozóide", ou "a força da natureza", seja lá como isso pode ser classificado, me forçou a ser o mais forte e fecundar o óvulo de minha mãe. E, pra piorar tudo, descobri que fui um acidente. Quer dizer, além de não ter pedido pra nascer, eu descobri que eu NÃO devia ter nascido! É uma coisa de louco, sinceramente. Agora cá estou eu, vivendo na era do Aquecimento Global, gripe suína, violência em cada esquina, corrupção em tudo quanto é lado... Daí eu pergundo: Isso é vida? ISSO É VIDA?
Pois eu respondo: NÃO! Claro que não. Más eu vou fazer o quê? Já que eu estou aqui, vou viver e aguentar essa loucura toda mesmo. Aliás, acho até que o termo "loucura" não é muito apropriado. Tem que ser algo mais... Vamos dizer assim... "Turbulento". É. Isso mesmo. Me sinto como num avião. Como uma pessoa que nunca andou de avião na vida e, quando tem a oportunidade de fazer isso pela primeira vez, fica apreensiva pensando na possibilidade de que a aeronave venha a cair, explodindo e transformando-a em micro pedacinhos carborizados.
A trajetória da vida nos traz muitos momentos de insegurança, assim como num passageiro de avião de primeira viagem. Você não sabe o que vai acontecer durante essa viagem. Bom, eu sei que da trajetória, ou "viagem" da vida, nós sairemos mortos mesmo, isso não tem jeito de reverter, e é isso que me deixa ainda mais revoltado. Se é pra sofrer, enfrentar filas no SUS, ter dores de cabeça com contas, ficar velho, doente e depois MORRER, pra que NASCER?
A nossa vida passa num piscar de olhos. Tem gente que não tem nem a oportunidade de piscar e já ta morto!
PRA QUÊ? PRA QUÊ?!
Ninguém sabe...
Fica aí a icógnita. Tantas perguntas sem respostas...
LUCIDEZ- GUTENBERG, O EQUILIBRISTA.
- Eu sou Gutenberg! O melhor equilibrista do mundo!
Gutenberg bradava com entusiasmo do alto de uma enorme torre. Seu número estava prestes a começar. Lá do alto só se via pequenas cabeças curiosas que olhavam aquela figura misteriosa naquela torre gigantesca:
- O que ele fará? - perguntavam-se os expectadores.
- Gutenberg é o melhor!-bradava ele-. Meu número de equilibrismo é o mais impressionante do mundo! Ninguém nunca foi melhor que eu, e jamais haverá alguém igual! -bradava ele com orgulho.
Gutenberg sobe na beirada fina da torre e, pé ante pé, braços abertos, começa a caminhar equilibrando-se com muita classe. Ele se sentia feliz. Livre e leve. O vento soprava-lhe o rosto e fazia-o sentir-se como um pássaro. E ele o era agora. Não era mais equilibrista. Era o pásaro mais bonito que havia no mundo. Seu vôo era o mais perfeito, e plainava no ar com tamanha perfeição que nenhuma outra ave seria capaz de fazer.
E Gutenberg se deixa levar ao sabor do vento, de olhos fechados. Um sorriso de satisfação lhe brotou no rosto de tamanha felicidade. Abriu os olhos. Más, para sua surpresa, o que viu não foram penas magníficas, tampouco uma torre gigantesca e maravilhosa. Via apenas dois braços e duas pernas e o topo de um enorme edifício que se distanciava cada vez mais. O vento soprava cada vez mais forte. "Como eu queria poder voar", pensava Gutenberg. Más sorriu ao lembrar-se das cores luminosas e diversas do arco-íris, e o quão bonito é este lindo arco de beleza natural. Gutenberg fechou os olhos, e sentiu o vento forte que soprava enquanto deixava a gravidade tomar conta de seu corpo e levá-lo em direção ao chão que se aproximava cada vez mais rápido. "A linda ave agora descansará", pensou ele antes de entrar em contato com chão de concreto.
Logo surgiu uma aglomeração. Alguns preocupados e muitos curiosos rodeavam aquele corpo estirado no chão:
- Vejam só, -disse um homem- Cai de uma altura dessa e ainda consegue morrer sorrindo.
- Eu sou Gutenberg! O melhor equilibrista do mundo!
Gutenberg bradava com entusiasmo do alto de uma enorme torre. Seu número estava prestes a começar. Lá do alto só se via pequenas cabeças curiosas que olhavam aquela figura misteriosa naquela torre gigantesca:
- O que ele fará? - perguntavam-se os expectadores.
- Gutenberg é o melhor!-bradava ele-. Meu número de equilibrismo é o mais impressionante do mundo! Ninguém nunca foi melhor que eu, e jamais haverá alguém igual! -bradava ele com orgulho.
Gutenberg sobe na beirada fina da torre e, pé ante pé, braços abertos, começa a caminhar equilibrando-se com muita classe. Ele se sentia feliz. Livre e leve. O vento soprava-lhe o rosto e fazia-o sentir-se como um pássaro. E ele o era agora. Não era mais equilibrista. Era o pásaro mais bonito que havia no mundo. Seu vôo era o mais perfeito, e plainava no ar com tamanha perfeição que nenhuma outra ave seria capaz de fazer.
E Gutenberg se deixa levar ao sabor do vento, de olhos fechados. Um sorriso de satisfação lhe brotou no rosto de tamanha felicidade. Abriu os olhos. Más, para sua surpresa, o que viu não foram penas magníficas, tampouco uma torre gigantesca e maravilhosa. Via apenas dois braços e duas pernas e o topo de um enorme edifício que se distanciava cada vez mais. O vento soprava cada vez mais forte. "Como eu queria poder voar", pensava Gutenberg. Más sorriu ao lembrar-se das cores luminosas e diversas do arco-íris, e o quão bonito é este lindo arco de beleza natural. Gutenberg fechou os olhos, e sentiu o vento forte que soprava enquanto deixava a gravidade tomar conta de seu corpo e levá-lo em direção ao chão que se aproximava cada vez mais rápido. "A linda ave agora descansará", pensou ele antes de entrar em contato com chão de concreto.
Logo surgiu uma aglomeração. Alguns preocupados e muitos curiosos rodeavam aquele corpo estirado no chão:
- Vejam só, -disse um homem- Cai de uma altura dessa e ainda consegue morrer sorrindo.
REFLEXÕES SOBRE O MUNDO CONTEMPORÂNEO
Na correria do dia-a-dia, com trabalho, estudos e tudo mais, a pressa se torna uma aliada involuntariamente. Tudo se torna superficial nesses tempos modernos. E quando alguém encontra um conhecido, que não vê a tempos nessa correria intensa, uma boa conversa se resume em frases curtas e apressadas nos pequenos segundos de duração da brecha de um sinal fechado. Seria mais ou menos assim:
Essa música foi composta a mais de 40 anos, por esse gênio da Música Brasileira, e retratava originalmente a vida urbana na época da ditadura. Más o tema dessa música ganhou mais vida e sentido atualmente, pois mostra o que está acontecendo com as pessoas em virtude das atribulações, anseios por uma vida melhor,o que acaba resultando numa pressa inevitável. Nos mostra o modo em que as pessoas são forçadas a ver as coisas ao seu redor: de relance, de fora, sem detalhes, na busca incessante por estabilidade na vida e um futuro melhor.
Abaixo, um poema de minha autoria que retrata o mesmo assunto.
QUERO
Quero parar más não consigo
Tudo é um movimento constante
Se eu parar não sobrevivo
Quero esperar, respirar fundo
Más tenho medo de me perder
Na pura míngua deste mundo
Quero esperar, não sei se posso
Não quero ficar pra trás
Nem num buraco sem fundo
Quero buscar meu bem estar
Só corro atrás do meu futuro
Más este custa a chegar
Quero uma cadeira de balanço
Quero um falar simples e manso
Quero um belo dia de descanso
Quero uma conversa de horas
Tocar viola na varanda
Ver crescer minhas crianças
Quero envelhecer calmo e sereno
Com um sorriso verdadeiro no rosto
E adormecer na eternidade, honroso
Más querer não é poder agora
Vou correndo contra o tempo
Que sempre tira-me rapidamente a hora
Desculpe, não posso mais falar
O tempo agora está passando
E este não pode escapar
Na correria do dia-a-dia, com trabalho, estudos e tudo mais, a pressa se torna uma aliada involuntariamente. Tudo se torna superficial nesses tempos modernos. E quando alguém encontra um conhecido, que não vê a tempos nessa correria intensa, uma boa conversa se resume em frases curtas e apressadas nos pequenos segundos de duração da brecha de um sinal fechado. Seria mais ou menos assim:
Essa música foi composta a mais de 40 anos, por esse gênio da Música Brasileira, e retratava originalmente a vida urbana na época da ditadura. Más o tema dessa música ganhou mais vida e sentido atualmente, pois mostra o que está acontecendo com as pessoas em virtude das atribulações, anseios por uma vida melhor,o que acaba resultando numa pressa inevitável. Nos mostra o modo em que as pessoas são forçadas a ver as coisas ao seu redor: de relance, de fora, sem detalhes, na busca incessante por estabilidade na vida e um futuro melhor.
Abaixo, um poema de minha autoria que retrata o mesmo assunto.
QUERO
Quero parar más não consigo
Tudo é um movimento constante
Se eu parar não sobrevivo
Quero esperar, respirar fundo
Más tenho medo de me perder
Na pura míngua deste mundo
Quero esperar, não sei se posso
Não quero ficar pra trás
Nem num buraco sem fundo
Quero buscar meu bem estar
Só corro atrás do meu futuro
Más este custa a chegar
Quero uma cadeira de balanço
Quero um falar simples e manso
Quero um belo dia de descanso
Quero uma conversa de horas
Tocar viola na varanda
Ver crescer minhas crianças
Quero envelhecer calmo e sereno
Com um sorriso verdadeiro no rosto
E adormecer na eternidade, honroso
Más querer não é poder agora
Vou correndo contra o tempo
Que sempre tira-me rapidamente a hora
Desculpe, não posso mais falar
O tempo agora está passando
E este não pode escapar
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